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... surgiu de uma necessidade imensa de falar... de escrever o desespero que vai no coração de uma mãe que tem esse longo trabalho a frente, de descobrir o que diferencia seu filho dos demais, de aceitar o que a alma não quer ver, contar dores e medos que escondo até de mim mesma... de escrever o que penso, de falar baixinho coisas que gritam aqui dentro no coração. Entre e fique á vontade, comente e ajude e a mim e a outras mamães que podem estar vivendo algo semelhante.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Quando tudo começou => Escrito em Abril de 2013

No dia 15.01.2013 meu filho de 2 anos foi fazer uma consulta com uma neuropediatra. 
O motivo da consulta parecia simples: atraso na fala, contudo desde esse dia as nossas vidas mudou. 
 Saímos de lá com uma pilha de exames, pedidos médicos e uma dura missão: descobrir se o Samuel é autista! 
Providenciamos inúmeros exames: de sangue cariótipo banda G (eu e o meu esposo também fizemos esse), X frágil, ressonância magnética, eletroencefalograma do crânio, avaliação do otorrino – pra checar se ele ouvia corretamente, de urina: erros inatos do metabolismo, passamos por uma medica geneticista, submetemos ele a diversos exames do coração E EM TODOS O RESULTADO FOI NORMAL! 
Dentre toda essa papelada tinha também o pedido de uma avaliação de uma Terapeuta Ocupacional e de uma Psicóloga, para que levamos o resultado disso tudo em abril pra termos uma resposta da medica se nosso filho era autista. 

O Samuel... Nosso filho sempre foi uma criança adorável e carinhosa, e sempre o achamos normal embora eu me incomodasse com sua agitação excessiva, com sua audição que aprecia prejudicada pois não atendia quando o chamávamos pelo nome. 
O nosso bebê foi planejado, desejado... gerado num ambiente de muito amor e respeito. Foi amado e querido desde o início, é o xodó dos avós, primeiro neto... tudo nas nossas vidas e esse possível diagnóstico de autismo nos entristeceu muito. 

Li muito sobre o autismo e vi que os pais de crianças autistas sempre sofrem muito para aceitar esse transtorno. E as primeiras perguntas que a psicóloga e a Terapeuta nos fizeram foi se ele foi um bebe querido/ desejado. Se foi uma gestação desejada. Se demonstramos amor a ele... é óbvio que sim!!! 
Já me perguntei muito se tinha culpa por isso, pelo comportamento diferente dele, porque sempre trabalhei e nesse período ele ficava a maior parte do tempo com os avôs... 
Será que se tivesse passado mais tempo com ele... 
Porque isso aconteceu, onde falhei? 

E para agravar todo esse momento que vivemos, nesta época eu ESTAVA GRÁVIDA do Pedro que era para o final de julho de 2013. Engravidei em outubro (outra gravidez planejada – porque queríamos que nossos filhos não tivesse uma diferença maior que 2 anos). 

 Claro que se soubéssemos disso eu não teria engravidado, porque existia uma chance desse outro bebe que estava esperando ser autista. Sofri muito. Inimaginável, indescritível. Fiquei de luto com o mundo e com a vida! 
Mas Deus foi tão maravilhoso que o Pedro nasceu perfeito. 
Hoje já tem um ano e não apresenta nenhum sinal de autismo. 

Eu digo inclusive que o Pedro nasceu pra ajudar o Samuel. 
É errado dar uma responsabilidade desse tamanho a um bebê, eu sei – mas é assim que vejo.

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